Privatização das praias? Quiosques do Rio invadem areias e cobram entradas de até R$ 800

Na orla da Zona Sudoeste do Rio, quiosques da Barra e do Recreio criam “puxadinhos” sobre a areia, nivelando o chão com a calçada para formar um “quintal” privativo. No Katukas, no Recreio, o uso de um sofá e poltrona neste “deque” custa R$ 800 em dias de evento, valor revertível em consumação. Já no Clássico Beach Club, na Barra, espreguiçadeiras em uma duna artificial custam R$ 350, com direito a uma garrafa de vinho.
A psicóloga Jack Santos, de 33 anos, criticou a prática. “É um espaço público, mas que acaba se tornando privativo. Isso gera desconforto tanto para os moradores quanto para as pessoas que usam a praia”, afirmou. Ela comparou a situação ao uso de caixas de som em Copacabana, que também impacta a comunidade local.
Um morador do Leblon, onde uma franquia do mesmo quiosque ocupa a areia, disse que a ocupação em si não incomoda, mas a música alta sim. “É música eletrônica o tempo todo, mata um pouco a vibe da praia”. A estrutura estende mesas, cadeiras e guarda-sóis para além do calçadão.
