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Processado por crime ambiental, Huck protesta contra extinção de reserva na Amazônia por Temer

 

Luciano Huck protestou contra o decreto assinado por Temer que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), localizada entre o Pará e o Amapá, liberando a área para a exploração mineral.

“Nossas florestas e seus povos são uma das nossas maiores riquezas. Me assustaria a falta de bom senso em querer, simplesmente, discutir a entrega de parte desta riqueza natural para a exploração de minérios neste, ou em qualquer outro, momento do Brasil. Agora decretar uma medida como esta, é estupidez. Espero que esta medida sem sentido, seja revista”, escreveu.

Huck foi processado por crime ambiental.

Sua mansão na Ilha das Palmeiras, na baía de Angra, e sua iniciativa de fechar o mar, com a simulação de que criava espécies marinhas, foi considerada nociva a outras espécies que usufruem da natureza –- no caso, a humana, que era impedida de se aproximar do seu imóvel e de se banhar nas águas da ilha.

O processo registra que, para não ser condenado à prisão, ele aceitou se submeter às exigências do Ministério Público Federal: doou R$ 150 mil para o projeto coral-sol, do Instituto Chico Mendes (Estação Ecológica de Tamoios), e participou de três reuniões do projeto, em que foram discutidas as formas de aplicação do dinheiro pago por ele.