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Processo de ex-BBB contra a Globo expõe cachê, multas e segredos em contrato

Pedro Henrique Espíndola no BBB 26. Foto: Reprodução/TV Globo

O contrato de participação de Pedro Henrique Espíndola no BBB 26 veio a público durante a disputa judicial do ex-participante contra a Globo e revelou detalhes sobre valores pagos, regras de exclusividade e cláusulas consideradas rigorosas. O documento, com mais de 70 páginas, mostra condições impostas aos confinados durante e após o reality.

Segundo o documento obtido pelo portal LeoDias, cada participante recebe cerca de R$ 10,5 mil pela participação, valor que inclui uso de imagem, voz, confidencialidade e exclusividade. Em etapas anteriores ao confinamento, o pagamento é de cerca de R$ 1,6 mil, além de um bônus semanal de R$ 500 para cada semana de permanência no programa.

O acordo também estabelece que toda a receita obtida com publicidade dentro do reality pertence à Globo. Após o programa, os ex-participantes podem receber entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por campanhas feitas em parceria com a emissora, enquanto contratos independentes garantem cerca de 60% do valor ao ex-BBB. O contrato prevê ainda exclusividade até o fim do vínculo, impedindo trabalhos sem autorização.

Também existe uma cláusula que permite à emissora decidir se informa ou não acontecimentos externos, incluindo morte de familiares, durante o confinamento. O documento também prevê sigilo permanente e multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão em caso de descumprimento.