Demitido menos de uma hora após posse, procurador de Trump leva governo à Justiça

Roger Rogoff, procurador federal de Seattle, entrou com uma ação judicial para contestar a exoneração determinada por Donald Trump menos de uma hora depois de sua posse. Juízes federais do Distrito Oeste de Washington escolheram Rogoff por unanimidade para ocupar temporariamente o cargo, mas ele recebeu um e-mail informando a demissão logo após assumir. Com informações do g1.
A ação sustenta que a exoneração violou a Constituição dos Estados Unidos e desrespeitou a autoridade dos juízes do distrito, responsáveis pela nomeação temporária até a confirmação de um titular pelo Senado. O processo pede que a Justiça declare a demissão “ilegal e sem efeito” e permita que Rogoff permaneça no cargo ao menos provisoriamente.
“As ações do presidente violam a lei e ignoram as proteções da Constituição dos Estados Unidos”, afirmou Rogoff em comunicado divulgado por seus advogados. “Sua remoção, assim como a de outros procuradores federais nomeados pelos tribunais em todo o país, é ilegal e não pode ser tolerada.”
Nos Estados Unidos, procuradores federais costumam ser indicados pelo presidente e confirmados pelo Senado. Quando há vaga, o procurador-geral pode nomear um interino por até 120 dias; se o prazo acaba sem confirmação, juízes federais do distrito podem fazer uma escolha temporária. O Departamento de Justiça afirma que a decisão de Trump está dentro da autoridade presidencial, enquanto conflitos semelhantes já ocorreram em Nova Jersey e na Virgínia envolvendo nomes ligados ao republicano.
