Procurador Santos Lima contradiz Janot e diz que Lava Jato deve ter vida longa

Do Zero Hora
Com mais de três anos de estrada, a força-tarefa da operação Lava-Jato deverá ter vida longa, avalia o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, do Ministério Público Federal, um dos cérebros do núcleo investigatório de Curitiba.
A estafa física e mental que levou alguns policiais federais e procuradores a se afastarem das apurações nos últimos meses coloca a ideia do ponto final no horizonte. Mas é algo distante de ser consumado na visão dos investigadores.
— Uma hora a Lava-Jato deve acabar efetivamente, mas ainda não é hora. Há muito a ser revelado — afirmou Lima, o primeiro palestrante da Jornada Internacional de Investigação Criminal, que começou na manhã desta sexta-feira (1º), em Gramado, na serra gaúcha.
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Em evento público nesta semana, o procurador geral Rodrigo Janot disse que já se vislumbrava o término da operação, pois os objetivos iniciais traçados já havia sido atingidos. “Não existe investigação eterna”, disse ele.
