Professor que usava ioga para filmar e abusar de crianças é preso no Rio

O professor Guilherme Henrique Terra Abrantes foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na última sexta-feira, sob a acusação de estupro de vulnerável contra pelo menos quatro alunas de oito anos em um colégio particular em Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Neste sábado (18), mais uma responsável compareceu à 39ª DP (Pavuna) para registrar denúncia contra o docente, que foi capturado em sua residência, em Campo Grande. Segundo os depoimentos, o homem utilizava atividades lúdicas e exercícios de ioga para cometer os abusos, separando a turma entre meninos e meninas para solicitar que as alunas fizessem posições como “ponte” ou “colocar os pés atrás da cabeça”.
Os relatos das famílias detalham que Guilherme utilizava um aparelho celular para filmar as crianças durante os exercícios. Uma das mães afirmou que a filha relatou o comportamento do professor durante uma reunião de coordenação: “Disse que o professor pediu para fazerem uma ‘ponte’ e pegou o telefone para filmá-las na posição em que estavam, enquanto a calcinha de uma das amiguinhas aparecia”. Outra familiar, Renata Santos, descreveu o contato físico direto sofrido pela sobrinha: “Ela pediu pra conversar só comigo quando cheguei em casa. Quando sentamos, começou a tremer, a chorar, e disse que o professor colocou a mão dentro do short dela, afastou a calcinha e encostou em suas partes íntimas. Assim que ela me contou, liguei para a escola e fui direto para a delegacia”.
A instituição de ensino comunicou aos responsáveis a demissão do professor por justa causa e informou que prestará suporte psicológico às vítimas. Uma das mães relatou que a direção da escola acompanhou as famílias até a delegacia para prestar apoio institucional. “A coordenadora e diretora sempre foram pessoas de confiança de todo mundo aqui, elas prestaram muito apoio, então não as culpo de nada… Mas fica o receio de que isso pode acontecer em qualquer lugar”, declarou a responsável. Até o momento, o estabelecimento de ensino não se manifestou publicamente sobre o caso, e o processo segue sob investigação das autoridades policiais fluminenses.
