Professora concursada é barrada da posse por falta de estrutura de saúde na cidade; entenda

Manoella Treis, de 29 anos, entrou na Justiça para contestar a decisão que a impediu de tomar posse como professora de Administração no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), em Veranópolis, na Serra Gaúcha. A pesquisadora foi aprovada em vaga reservada para pessoas com deficiência e afirma ter plena capacidade para exercer a docência.
Na inspeção médica para a posse, a junta do IFRS a considerou inapta para atuar no município por entender que a estrutura de saúde local não atenderia às necessidades de seu tratamento contínuo. Manoella tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e uma doença inflamatória tipo 2, para a qual aplica medicamento injetável três vezes por mês. Ela já trabalhou como professora temporária no campus de Veranópolis entre 2023 e 2024 e sustenta que o tratamento não comprometeu sua rotina profissional.
O IFRS declarou que não questionou a capacidade profissional da candidata e que a conclusão se baseou em pareceres de médicos que apontaram insuficiência da rede de saúde da cidade. A defesa pede a suspensão do laudo, a nomeação e a posse de Manoella ou a reserva da vaga. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou a tutela de urgência, por considerar necessária a produção de provas, e o processo continua em tramitação.
