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Professora é presa por engano em escola de Rondônia após erro em CPF

Suelen professora CPF
A pedagoga Suelen da Cruz Nunes. Foto: Reprodução

Policiais prenderam por engano a pedagoga Suelen da Cruz Nunes, de 36 anos, dentro da escola onde ela trabalha, em Vilhena (RO), na última semana. O banco de mandados indicava indevidamente o nome dela como devedora de pensão alimentícia em um processo que tramita em Goiás.

O mandado foi expedido pela 1ª Vara de Família e Sucessões de Aparecida de Goiânia (GO), cidade onde Suelen afirma nunca ter estado. Segundo a advogada Wilma Fernandes, o CPF da professora foi inserido de forma incorreta no processo. “Eu não estava acreditando naquela situação. Me senti muito humilhada. Saber que eu fui levada do meu trabalho. Todo mundo ficou olhando, questionando: ‘O que aconteceu? A professora está sendo presa?’”, disse Suelen ao g1.

De acordo com o relato da pedagoga, os policiais chegaram enquanto ela dava aula, retiraram-na da sala e conferiram o nome, a data de nascimento e outros dados, que batiam com o mandado. Suelen leciona em duas escolas municipais de Vilhena, é divorciada e mora com a filha de oito anos, que tem autismo nível 2 de suporte. O verdadeiro alvo do mandado, segundo a defesa, era uma moradora de Aparecida de Goiânia com nome e sobrenome semelhantes, mas grafia diferente.

A pedagoga ficou presa por cerca de 12 horas, até a advogada conseguir o alvará de soltura. Os policiais chegaram à escola por volta das 11h de terça-feira (16), e Suelen deixou o presídio feminino perto das 23h. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) informou que a inconsistência cadastral constava da petição apresentada no processo, com indicação equivocada de CPF, e que adotou providências para a correção. A Defensoria Pública de Goiás afirmou que se baseou no termo de declarações assinado pela pessoa atendida e que tomou as medidas necessárias após ser comunicada do caso.