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Proibida pela Anvisa, caneta que causou internação em MG segue à venda na web

Kellen Oliveira Bretas Antunes de roupa preta no meio de montagem
Kellen Oliveira Bretas Antunes, que está internada – Arquivo Pessoal

A caneta utilizada pela paciente internada em estado grave em Minas Gerais foi identificada como Lipoless. O produto é divulgado informalmente como “Mounjaro do Paraguai”, um rótulo usado por vendedores para associá-lo a um medicamento regularizado, embora seja trazido do Paraguai para o Brasil de forma ilegal. Desde o ano passado, a Lipoless está proibida no país por decisão da Anvisa, mas continua sendo anunciada nas redes sociais.

De acordo com familiares, Kellen Oliveira Bretas Antunes aplicava injeções da Lipoless, vendida a ela como se fosse tirzepatida — substância presente no medicamento “Mounjaro”, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado para emagrecimento. Após iniciar o uso, ela apresentou complicações clínicas e precisou ser internada.

A Lipoless não possui registro na Anvisa, o que impede sua comercialização legal no Brasil e significa ausência de garantias sobre composição, dosagem, armazenamento e transporte. Mesmo proibida, um levantamento feito pelo g1 na ferramenta de anúncios da Meta encontrou, nesta quarta-feira (21), mais de 300 publicações oferecendo o produto.

Canetas proibidas no Brasil anunciadas nas redes sociais
Canetas proibidas no Brasil anunciadas nas redes sociais – Arte/g1