“Projeto Verão 2026”: conheça o ranking das lesões na academia

Com o início do ano e o retorno às academias após as festas, especialistas alertam que o risco de lesões aumenta quando a retomada dos treinos acontece de forma abrupta. Embora a prática regular de exercícios traga benefícios comprovados à saúde física e mental, o corpo precisa de tempo para se readaptar ao esforço, especialmente após períodos de inatividade.
Um dos sinais mais comuns desse processo é a dor muscular tardia, conhecida como DOMS, que surge entre um e três dias após exercícios intensos ou pouco habituais. Ela ocorre por microlesões nas fibras musculares e costuma ser inofensiva, mas indica que o organismo ainda está em fase de adaptação. Ignorar esse aviso e aumentar rapidamente carga ou intensidade pode favorecer lesões mais sérias.
Entre as regiões mais vulneráveis está o ombro, principal foco de lesões em academias. A articulação tem grande amplitude de movimento, mas não foi projetada para suportar cargas elevadas. Exercícios como supino, barras e movimentos repetitivos podem sobrecarregar o manguito rotador, conjunto de tendões que cicatrizam lentamente e são exigidos em boa parte dos treinos de musculação.
Joelhos e região lombar também concentram alto índice de problemas. No caso dos joelhos, músculos enfraquecidos pelo sedentarismo comprometem a estabilidade articular, elevando o risco de lesões em exercícios como agachamentos e afundos. Já a lombar sofre com sobrecarga causada por má postura, técnica inadequada e aumento excessivo de peso em movimentos como levantamento terra e exercícios abdominais.
