Promotor afirma que depósito na Suíça é prova de propina no cartel dos trens em São Paulo
O promotor Marcelo Milani afirmou que o depósito de US$ 250 mil feito pelos consultores Arthur e Sérgio Teixeira na Suíça na conta do ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) João Roberto Zaniboni é prova do pagamento de propina no cartel do setor metroferroviário.
É a primeira vez que um dos investigadores afirma publicamente haver provas do pagamento de propina no caso.
Teixeira voltou a confirmar o depósito em depoimento ao Ministério Público estadual, mas novamente afirmou se tratar do pagamento por consultoria prestada por Zaniboni a ele em 1998, antes que se tornasse diretor da CPTM, no ano seguinte. Os depósitos, parcelados, caíram na conta de Zaniboni em maio e dezembro de 2000.
Teixeira reiterou que não fez nenhum contrato com o ex-diretor da CPTM. “Ele não apresentou documento, diz que o contrato foi verbal. Um serviço realizado dois anos antes, fez um depósito e avisou o outro. É inverossímil, não cola”, afirmou Milani. “Temos prova agora de que houve pagamento de propina para agente público”.
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