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Promotor de Justiça diz que MP é “bem maior que o Judiciário, moral e intelectualmente”

Do Jota, por Alexandre Leoratti:

O promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, escreveu num grupo de Telegram que o “Ministério Público é bem maior do que o Judiciário, moral e intelectualmente” e que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é “muito abaixo da média”.

As mensagens foram enviadas num grupo com integrantes da Associação do Ministério Público do estado há mais de trinta dias e vazada para a imprensa local na última semana. Na mesma mensagem, o promotor acrescentou que sempre evitou ser amigo de juízes para que pudesse fiscalizá-los da forma mais independente possível.

O caso acabou opondo representantes do Ministério Público e do TJMT. Em nota, o presidente do tribunal, Rui Ramos Ribeiro repudiou a opinião expressada pelo promotor César Danilo. Para o desembargador, “a comparação inaceitável e a opinião rasa proferida pelo representante do Ministério Público em nada acrescentam ao bom relacionamento entre os integrantes do sistema de Justiça em Mato Grosso. Ao contrário, possuem efeitos perniciosos”

Já o procurador-geral de Justiça do estado, Mauro Curvo, disse discordar das opiniões do colega, mas considerou que houve “evidente falta de decência, honestidade e dignidade da pessoa deste grupo que tirou print de postagem antiga do valoroso colega César Danilo e a fez circular, agora, no curso da operação Bereré e antes da continuidade da adoção de nossas providências em relação à delação do ex- governador Silval, quer me parecer que a situação é ainda bem pior”.

O promotor de Justiça respondeu por nota que fez o comentário devido a “uma manifestação do Tribunal de Justiça que na minha interpretação criticava o fato de estar recebendo tratamento isonômico com o Ministério Público”.

Além disso, o promotor afirmou que a  “má interpretação de minha manifestação ocorrida há mais de 30 dias, em grupo privado da Associação do Ministério Público, foi leviana e covardemente vazada, desconsidera todo o contexto acerca da discussão de assunto específico entre o público interno, composto por promotores e procuradores de Justiça”. (…)