Protestos fortalecem democracia no Brasil, afirma fundação alemã
O Brasil continua bem colocado no Índice de Transformação Bertelsmann (BTI), que avalia a consolidação da democracia e da economia de mercado em países em desenvolvimento e é elaborado pela Fundação Bertelsmann, da Alemanha. O índice bianual é composto por três indicadores (transformação política, transformação econômica e qualidade de governança) e avaliou 129 países em desenvolvimento entre 2011 e 2013.
No indicador de transformação política, o Brasil ocupa a 18ª posição entre os 20 países do grupo Democracias em Consolidação, que inclui todas as nações com nota acima de 8 (10 é a maior nota possível, 0 é a menor), ou seja, as mais bem classificadas. A nota brasileira é 8,15. O primeiro país da lista é o Uruguai, com 9,95.
No segundo indicador, transformação econômica, o Brasil aparece no segundo grupo, intitulado Economias com Mercado Funcional, com nota 7,89 e ao lado de outros 14 países. O primeiro grupo é o das Economias com Mercado Desenvolvido e também inclui 15 países.
No terceiro indicador, o Brasil é o terceiro colocado no grupo Muito Bom, com nota 7.3, ao lado de mais sete países, entre eles o Chile e o Uruguai. “Isso não significa, porém, que os governos desses países foram excelentes em todas as áreas”, afirma o relatório.
Apesar de classificar a política e a economia como “fortes”, o estudo diz que o governo brasileiro não se destaca em todas as áreas por causa da desigualdade social. “Isso mostra que o país deve sempre reavaliar como a discussão política inclui os marginalizados e os mais pobres. E como as políticas públicas estão de fato funcionando”, diz Hauke Hartmann, gerente de projetos sênior da Fundação Bertelsmann.
Segundo Hartmann, as administrações de Lula e Dilma aprofundaram o diálogo com a sociedade civil, mas o desafio de saber lidar com conflitos ainda é grande, sobretudo tendo em vista grandes eventos, como a Copa do Mundo. “É preciso melhorar a governança porque as expectativas ainda não foram atendidas”, afirma.
O relatório também cita os protestos realizados durante a Copa das Confederações, afirmando que eles apresentaram novas demandas ao sistema político, “às quais a elite brasileira ainda precisa se ajustar”. Os protestos representam “um começo e uma oportunidade” para o aprofundamento da democracia, afirma o relatório.
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