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A relação entre traços de psicopatia e forma de escrever; segundo estudo

Pessoa escreve em um caderno
Pessoa “fragmentada”. Foto: Reprodução

A forma de contar uma experiência feliz, uma fase difícil ou uma mudança importante pode se relacionar a traços associados à psicopatia, sugere um estudo publicado em julho na revista Personality and Individual Differences. Pesquisadores da Universidade do Mississippi, nos Estados Unidos, analisaram relatos pessoais de 307 universitários e 144 adultos que já passaram pelo sistema prisional.

Os participantes responderam a um questionário que avaliou ousadia, insensibilidade e desinibição, além de escreverem sobre um ponto alto, um ponto baixo e um momento de virada em suas vidas. A desinibição apresentou as associações mais marcantes: pessoas com pontuações mais altas fizeram menos referências a resultados positivos nos três tipos de relato e usaram linguagem mais negativa ao narrar momentos felizes e mudanças importantes.

A ousadia se associou ao uso menos frequente de palavras ligadas à ansiedade, como “medo”, “preocupação” e “nervoso”. Já a insensibilidade se relacionou a menos termos de emoção negativa, como “ódio” e “mágoa”, nos relatos sobre momentos de virada. Os autores ressaltam que palavras isoladas não permitem diagnosticar psicopatia, mas indicam que características de personalidade podem influenciar o tom e o significado dado a acontecimentos pessoais.