PSL nega filiação de Bolsonaro e o acusa de autoritarismo e intolerância “tanto na economia quanto nos costumes”
Após especulações sobre a possível filiação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao PSL, o partido divulgou uma nota nesta quinta-feira (21) negando que vá aceitar o parlamentar. A hipótese surgiu depois que Bolsonaro, buscando uma legenda em que possa disputar a presidência em 2018, se reuniu com com o pernambucano Luciano Bivar, líder do PSL.
O partido afirmou que o encontro foi solicitado por Bolsonaro, mas que tem “divergências de pensamento”. “Bolsonaro representa o autoritarismo e a intolerância tanto na economia quanto nos costumes, sendo a antítese completa das nossas ideias”, afirma em nota.
Para se candidatar à presidência, o deputado articula também se pode ir para o PR. A decisão deve ser em março, quando acontece a janela partidária e ele poderá mudar de partido sem perder o mandato na Câmara.
Há um ano, em visita ao Recife, Bolsonaro já afirmava que gostaria de sair do PSC e buscar uma sigla maior para disputar a presidência. Em novembro, assinou um compromisso de filiação ao PEN, partido que pode mudar de nome para Patriota e para abrigá-lo. O problema seria de que até agora a legenda não teria entregue o comando de estados-chave para ele.
Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro não se manifestou sobre o assunto. Em entrevista ao site Crítica Nacional, que tem apoiado abertamente a candidatura do parlamentar, o deputado disse que “estava noivo do Patriota, mas voltou à situação de namoro”. “O projeto não foi sepultado, mas recuamos bastante”, afirmou. A posição ainda não é oficial porque faltam alguns acertos com membros da executiva do PEN no Rio – colocados lá pelo próprio Bolsonaro.
