Puberdade precoce afeta mais meninas e exige diagnóstico rápido

A puberdade precoce ocorre quando o desenvolvimento sexual começa antes dos oito anos em meninas ou dos nove anos em meninos. A condição atinge mais meninas e pode afetar a saúde física e emocional, além de aumentar, quando não tratada, os riscos de baixa estatura, doenças cardiovasculares e cânceres relacionados a hormônios na vida adulta.
Há dois tipos principais: a puberdade precoce periférica, ligada à produção hormonal pelos ovários ou testículos e que pode decorrer de tumores, distúrbios adrenais ou exposição a esteroides; e a central, a forma mais comum, em que o organismo inicia cedo o processo normal de puberdade. Na maioria dos casos centrais, os médicos não identificam uma causa específica.
A endocrinologista Ana Pinheiro Machado Canton, da USP, aponta que obesidade infantil, fatores ambientais e genética podem contribuir para o quadro. O tratamento com bloqueadores hormonais interrompe temporariamente a progressão da puberdade e permite que a criança cresça de acordo com sua idade. “Usamos o mesmo tipo de tratamento que temos hoje provavelmente nas últimas três ou quatro décadas e ele é muito eficaz”, afirma a médica.
