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Quanto sexo faz um casal feliz? A ciência aponta o número ideal

Casal dormindo em cama. Foto: Reprodução

Pesquisas recentes mostram que a felicidade em um relacionamento não depende de uma vida sexual intensa, mas de um equilíbrio entre intimidade, rotina e conexão emocional. Com o tempo, muitos casais reduzem a frequência por causa do cansaço, das pressões do cotidiano, da chegada dos filhos ou da queda natural do desejo. Isso levanta a dúvida comum sobre o que realmente importa para o bem-estar da relação: a quantidade de sexo ou a qualidade do vínculo.

Um estudo canadense analisou dados de mais de 30 mil pessoas ao longo de quatro décadas e identificou que a satisfação atinge seu ápice com cerca de uma relação sexual por semana. Aumentar a frequência além disso não trouxe ganhos adicionais de felicidade, um efeito que os pesquisadores classificam como “retornos decrescentes”. Especialistas apontam que o sexo melhora o bem-estar até certo ponto, mas, depois disso, fatores como diálogo, suporte emocional e qualidade da convivência passam a pesar tanto quanto o contato físico.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Affective Disorders, reforça que a frequência moderada já traz benefícios. Ao acompanhar quase 15 mil adultos, os cientistas observaram que pessoas com relações ao menos mensais tinham menor probabilidade de desenvolver depressão moderada a grave. A liberação de endorfina e dopamina durante a atividade sexual ajuda a explicar esse impacto positivo no humor e na redução do estresse.

Os estudos apontam que não é necessário manter uma agenda sexual intensa para conservar a satisfação e proteger a saúde mental. Para a maioria dos casais, uma relação semanal alcança um bom equilíbrio entre intimidade, bem-estar e vida prática. A partir daí, o que sustenta a felicidade é a construção diária da relação, muito além da quantidade de encontros íntimos.