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Quase um ano após fugir dos EUA, Snowden espera que Rússia renove asilo

 

O ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, que fugiu para Moscou no ano passado depois de revelar detalhes de programas norte-americanos de coleta de dados de inteligência, espera que seu status de asilado na Rússia possa ser renovado antes de expirar, no fim de junho, disse sua advogada nesta quarta-feira.

Snowden e a documentarista Laura Poitras, que trabalhou com ele na revelação de documentos da NSA que ele tirou do seu trabalho, receberam o Prêmio Ridenhour por dizerem a verdade – um prêmio destinado a promover a transparência e denúncias – em uma cerimônia em Washington nesta quarta-feira.

Snowden apareceu por videoconferência da Rússia e Laura, de Berlim, na Alemanha.

A advogada de Snowden, Jesselyn Radack, disse que seu asilo temporário na Rússia irá expirar no fim de junho, mas que “as perspectivas são boas” para que seja renovado.

“Obviamente, ele sente falta dos Estados Unidos e gostaria de poder voltar para casa”, disse ela. “Nós simplesmente não achamos que isso poderá acontecer em um futuro próximo.”

Acredita-se que Snowden tenha se apropriado de 1,7 milhão de documentos em computadores. Os documentos vazados revelaram programas executados pela NSA que reuniam informações sobre e-mails, telefonemas e o uso da Internet por centenas de milhões de norte-americanos.

Os programas de vigilância dos EUA também tinham alcance internacional, incluindo o monitoramento do celular da chanceler alemã, Angela Merkel, e de comunicações da presidente Dilma Rousseff.

Ele foi acusado no ano passado nos EUA de roubo de propriedade do governo, comunicação não autorizada de informações de defesa nacional e comunicação intencional de inteligência sigilosa por uma pessoa não autorizada. Jesselyn disse que o Departamento de Justiça não mudou sua posição quanto a essas acusações.

“Se o Departamento de Justiça quiser conversar, nós ficaríamos contentes”, disse ela. “Ele não vai vir aqui para ser processado por espionagem.”

 

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REUTERS