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Quebra de sigilo determinada pelo ministro Marco Aurélio ajuda Aécio a sair da lama

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no período entre 1º de janeiro de 2014 e 18 de maio de 2017. Na mesma decisão, o ministro também mandou quebrar os sigilos da irmã do senador, Andrea Neves, do primo dele, Frederico Pacheco de Medeiros, e de Mendherson Souza, ex assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). A chance dessa quebra de sigilo se transformar num atestado de boa conduta a Aécio é gigantesca. No submundo em que o senador atua, ilícitos não passam pela conta oficial. Está tudo em nome de laranjas, como os celulares que ele utilizava. As contas só vão confirmar o que Marco Aurélio pensa sobre Aécio: chefe de família, dono de uma carreira notável. A maior prova contra Aécio já existe: são as malas com o dinheiro de Joesley Batista destinado a ele. O resto é cortina de fumaça. Como se viu no episódio da mala, o dinheiro foi para contas da alçada de Zezé Perrella.