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30 anos da queda do Fokker 100: o que mudou na segurança aérea e nos direitos das vítimas

Destroços do Fokker 100 da TAM após queda no Jabaquara
Parte de Fokker 100 da TAM que caiu em 1996 – Foto: Maurilo Clareto/Arquivo Estadão Conteúdo – 31/10/1996

O Fokker 100 da TAM caiu no Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, em 31 de outubro de 1996, 24 segundos após decolar de Congonhas rumo ao Rio de Janeiro. A aeronave levava 90 passageiros e seis tripulantes, e ninguém a bordo sobreviveu. O avião também atingiu casas na Rua Luís Orsini de Castro, deixando duas mortes em solo. Com informações do g1.

A investigação identificou a abertura do reversor da turbina direita durante a decolagem como causa do acidente. O dispositivo auxilia na frenagem da aeronave e sua abertura em voo era considerada uma falha extremamente rara. Para o especialista em gerenciamento de risco Gerardo Portela, a tragédia evidenciou que problemas mecânicos podem se agravar quando os sistemas não oferecem informações claras à tripulação em situações críticas.

Nas três décadas seguintes, companhias e autoridades ampliaram o monitoramento de dados de voo, a manutenção preventiva e os protocolos para interromper operações diante de riscos técnicos. Portela afirma que os indicadores internacionais apontam queda expressiva nos acidentes fatais, apesar do aumento do tráfego aéreo, mas alerta que a automação exige treinamento contínuo para preservar a capacidade de decisão dos pilotos. Também houve avanços nas indenizações e no apoio às famílias, com participação maior das seguradoras e ampliação de direitos reconhecidos pela Justiça.