Queijo vira ‘dinheiro’ e garante empréstimos na Itália; entenda como

Um banco da região de Emilia-Romagna, no norte da Itália, aceita rodas de queijo parmesão como garantia para concessão de empréstimos a pequenos produtores locais. A prática é adotada pelo Credito Emiliano, conhecido como Credem, e funciona de forma contínua desde 1953.
O modelo permite que produtores entreguem rodas de parmesão ainda em processo de maturação ao banco e recebam crédito correspondente a cerca de 70% a 80% do valor de mercado do produto. Enquanto o financiamento está em vigor, os queijos permanecem armazenados em armazéns climatizados do banco, onde seguem o processo de cura por períodos que variam de 18 a 36 meses.
Atualmente, centenas de milhares de rodas de parmesão ficam guardadas nesses espaços, com controle de temperatura, umidade e seguro contra danos ou furtos. Em casos de inadimplência, o banco assume a posse do queijo e realiza a venda no mercado, aproveitando a alta demanda e a estabilidade histórica dos preços do produto.
O banco lastreado em queijo parmesão
Esse banco de €64 bilhões de euros aceita queijo parmesão como garantia e empresta dinheiro para produtores de queijo
No norte da Itália, o Credito Emiliano trata queijo como ouro
O banco tem hoje 430 mil rodas de parmesão no cofre,… pic.twitter.com/1z6TYbX3PW
— Felipe Demartini (@namcios) February 3, 2026
