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Quem faz parte da turma que aposta na volta de Huck à corrida ao Planalto

Os Divergentes:

(…)

Uns acreditam que Huck optou por ser carta fora do baralho na sucessão presidencial. Estaria disposto a ajudar outro candidato, mas não a concorrer. Nem coringa seria.

Na interpretação deles, foi por mera cortesia aos convidados que Huck admitiu a hipótese de rever sua decisão se até o final de março não surgir uma alternativa viável à polarização entre Lula e Bolsonaro.

Me disse um dos ilustres convidados da pajelança de Huck:

— Ele até gostaria. Mas quando você passeia pela casa dele, vê como a sua vida está bem resolvida, e o tanto que o casal é querido em todo o país, entende a dificuldade de trocar tudo isso pela máquina de moer carne de uma eleição presidencial.

Outros entenderam diferente. Em conversa informal com Roberto Freire, no Cafezinho dos Deputados, estranhei que, com toda vivência política, ele parecesse animado com a candidatura Huck mesmo depois de sua enfática saída do páreo.

Roberto Freire argumentou que seria um erro descartar Huck antes de saber como estará o cenário eleitoral ao final do primeiro trimestre de 2018. Na ótica dele, a candidatura Huck teve um freio de arrumação por ter amadurecido cedo demais

Parecia ser apenas uma especulação sobre cenários, esporte predileto dos políticos com algum talento.

(…)

Até mesmo quem parecia ter trocado de barco mantém um pé em sua canoa.

É o caso do economista Paulo Guedes — tido e havido como responsável pela picada da mosca azul em Huck –, avalista de Bolsonaro no mercado financeiro, e seu provável ministro da Fazenda em uma improvável gestão.

A parceiros do mercado financeiro, Paulo Guedes tem incluído Bolsonaro como opção em sua cesta de apostas, na qual continua a manter Huck como blue chip.

A conferir.