Quem são todos os presos na Operação Skala da Polícia Federal?
Do G1.
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Quem foi preso na Operação Skala?
José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer. Ele prestou depoimento à PF em novembro do ano passado sobre os contratos dos portos. É apontado pelo operador financeiro Lúcio Funaro, delator da Operação Lava Jato, como um dos responsáveis por administrar propinas supostamente pagas ao presidente.
Antônio Celso Greco, empresário e dono da Rodrimar. É suspeito por pagar propina para receber benefícios em contratos para a concessão de portos.
João Baptista Lima. É ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer. Ele é apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR) como um dos intermediários da propina que seria paga para a aprovação do decreto dos portos.
Wagner Rossi. É ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp, administradora do porto de Santos. Em delação, Joesley Batista disse que foi procurado por Rossi e ouviu reclamações de que Temer o havia abandonado – deixado de pagar R$ 200 mil por mês após a saída do ministério.
Milton Ortolan, assessor de Wagner Rossi. Joesley também disse à PF que Temer perguntou se poderia ser paga a quantia de R$ 20 mil a 30 mil a Ortolan.
Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra. Segundo o jornal “O Globo”, são investigadas as doações feitas por integrantes da família Torrealba nas eleições de 2014.
Carlos Alberto Costa, sócio fundador da Argeplan e ex-sócio da AF Consult Brasil. A Argeplan, segundo o ministro Luís Roberto Barroso disse em decisão, “tem se capitalizado por meio do recebimento de recursos provenientes de outras empresas (as interessadas na edição do decreto dos portos) e distribuído tais recursos para os demais investigados”.
Carlos Alberto Costa Filho, sócio da AF Consult Brasil. Sua empresa obteve contratos que somam mais de R$ 200 milhões com suspeita de favorecimento por conta da proximidade do Coronel Lima com o presidente.
Eduardo Luiz de Brito Neves, proprietário da MHA Engenharia, teria sido responsável por apresentar Celso Grecco, da Rodrimar, para o Coronel Lima, da Argeplan.
Maria Eloisa Adensohn Brito Neves, sócia nas empresas MHA Engenharia e Argeplan, teria informações para esclarecer as condições do ingresso do Coronel Lima na Argeplan.
Há ainda mandados não cumpridos contra Rodrigo Borges Torrealba, Ana Carolina Torrealba Affonso e Gonçalo Borges Torrealba, todos ligados ao Grupo Libra.
O que dizem os presos? E o governo?
- Governo e MDB – A assessoria do Palácio do Planalto informou que não vai se manifestar. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que no governo há “certeza” de que o decreto dos portos não favoreceu empresas do setor portuário. O MDB, partido de Michel Temer, não quis se manifestar.
- José Yunes – A defesa de Yunes classificou a prisão como “inaceitável”. “É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu a todos os atos para colaborar. Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”, afirmou o advogado José Luís Oliveira Lima.
- João Baptista Melo Filho – Cristiano Benzota, advogado de João Baptista Filho, disse que o ex-coronel é inocente. Disse que Baptista não tem nenhuma participação nos fatos citados no inquérito. “É do interesse dele esclarecer tudo. Inclusive quer deixar claro que não foram feitas manobras pra evitar um depoimento”, escreveu.
- Rodrimar e Antônio Celso Grecco – Por meio da assessoria de imprensa, a Rodrimar e a defesa de Grecco somente confirmaram que o empresário foi detido, por ordem de uma prisão temporária, em Monte Alegre do Sul. O comunicado também informa que as sedes da companhia em Santos foram alvos de mandados de busca e apreensão.
- Wagner Rossi – O ex-ministro Wagner Rossi disse que não há nenhuma acusação contra ele. “Eu tenho absoluta consciência que eu não tenho nada a ver com os assuntos que me foram perguntados e certamente vou sair daqui cinco dias e voltar para o convívio familiar. Só isso”, declarou. Mais cedo, seu advogado, Rafael Chiaradia, afirmou que a prisão é “abusiva” e que Rossi provará inocência.
- Milton Ortolan – O advogado Daniel Kignel, que defende Milton Ortolan, divulgou a seguinte nota: “Por mais de 40 anos, Milton Ortolan exerceu cargos públicos, sem jamais responder a qualquer ação penal. Sua prisão é absolutamente desnecessária e desprovida de suporte fático, tendo em vista que deixou o cargo que ocupava na Codesp ainda no ano de 2008, ou seja, quase dez anos antes da edição do Decreto dos Portos atualmente investigado pelas Autoridades”.
- Grupo Libra – O grupo Libra divulgou a seguinte nota: “O Grupo Libra informa que já está prestando todos os esclarecimentos à Justiça, e que uma de suas acionistas já depôs à Polícia Federal. Maiores informações serão dadas após integral acesso aos documentos da investigação, o que, até o momento, não foi disponibilizado aos advogados da empresa.”
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