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Quênia culpa turismo gay por encontro sexual entre leões machos

Do El País:

A censura também vigia o comportamento dos animais que vivem em liberdade no território queniano. Ou pelo menos de dois leões machos flagrados no parque natural Masai Mara, no sul do país, pela câmera do fotógrafo especializado Paul Goldstein, na semana passada. Seu único pecado, aos olhos de Ezekiel Mutua – atual diretor executivo do Instituto de Classificação de Filmes do Quênia (KFCB, na sigla em inglês) – foi que um estava sobre o outro em posição de acasalamento em um matagal isolado. “Seu comportamento é estranho e acho que a única explicação é que os animais viram casais homossexuais em comportamentos impróprios quando visitam o parque”, afirmou em declarações reproduzidas por um jornal na capital.

Mutua, que causou um alvoroço de indignação nas redes sociais, foi mais longe e afirmou que os leões também podem ser conduzidos por “forças demoníacas” porque os demônios “não possuem somente as pessoas”. Esse funcionário é uma figura conhecida no Quênia por se posicionar contra a comunidade LGBT e por seu desejo de proibir qualquer filme que promova valores relacionados à homossexualidade. Tudo isso lhe valeu o qualificativo de “policial da moralidade”. Uma maneira de exercer seu ofício que também extrapola no Twitter: “Os cientistas deveriam estudar esse comportamento. Como nas pessoas, o objetivo principal do sexo é a procriação”, escreveu no dia 2 de novembro.

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De acordo com a Anistia Internacional, o Tribunal Superior de Mombasa confirmou em junho a legalidade de “praticar explorações anais” em homens suspeitos de ter relações entre eles. Uma sentença que viola o direito à privacidade conforme estipula o direito internacional. Atualmente, o Quênia é um dos 18 países africanos que infligem penas de até 14 anos para esse tipo de atos. Por enquanto, a censura não chegou ao mundo animal em liberdade.