“Quero que volte viva”: Brasileira vítima de tráfico humano adoeceu em prisão, diz mãe

A brasileira Daniela Marys de Oliveira, de 35 anos, está presa no Camboja há sete meses, acusada de tráfico de drogas. A mãe, Myriam Marys, que vive em João Pessoa, afirma que a filha é vítima de tráfico humano e ficou doente na prisão. Daniela viajou ao país asiático após aceitar uma proposta de trabalho em telemarketing, mas foi enganada e acabou detida.
“Minha filha é arquiteta, estudou, fala inglês fluentemente. Não é uma pessoa sem instrução. Foi enganada e usada por criminosos. Eu só quero que ela volte viva para o Brasil”, disse.
Segundo a família, após a prisão, golpistas usaram os contatos da arquiteta para aplicar um golpe, fazendo com que parentes perdessem R$ 27 mil. Myriam diz que a filha está em uma cela com cerca de 90 mulheres e aguarda julgamento marcado para o dia 23. Ela relata que Daniela não tem recebido assistência adequada e que o contato com a embaixada é limitado.
O Itamaraty confirmou que acompanha o caso e informou que presta assistência consular conforme o protocolo de atendimento a vítimas de tráfico internacional. A família tenta reunir recursos para defesa no Camboja e pede intervenção do governo brasileiro. Daniela, formada em Arquitetura, sonhava apenas em conseguir emprego no exterior, segundo a mãe.
