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“Quero ser porta-voz da indignação das ruas”, diz Luciana Genro

Aos 43 anos, Luciana Genro está prestes a dar o maior passo na carreira política iniciada aos 14 anos, no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. No próximo fim de semana, na convenção do PSOL, a ex-deputada estadual (1995 a 2002) e federal (2003 a 2011) deve ser confirmada como candidata à presidência no lugar do senador Randolfe Rodrigues, que desistiu de concorrer.

Ex-professora de inglês e hoje advogada, Luciana prega uma revolução tributária que incluiria o imposto sobre grandes fortunas para dar mais e melhores serviços, como o transporte público gratuito reivindicado nos protestos de 2013. Luciana afirma que o PSOL pretende dar voz à indignação apresentando-se como “alternativa ao continuísmo e ao retrocesso” que, segundo ela, marcam partidos como PT e PSDB.

“Eu quero ser uma porta-voz da indignação que tomou conta das ruas em 2013 e continuou neste ano em protestos, greves e manifestações. Essa indignação com a política tradicional, como um balcão de negócios, está latente na consciência das pessoas. E eu quero traduzir isso”, disse ela em entrevista ao jornal Zero Hora.

Ela falou em aumentar a taxação sobre os ricos.

“Tem um estudo feito pelo economista Márcio Pochmann que demonstra que as 5 mil famílias mais ricas do Brasil são as maiores beneficiárias da estrutura tributária. Quero que essas 5 mil famílias, os milionários e os bilionários, paguem mais. Para isso, a gente precisa regulamentar o imposto sobre grandes fortunas e rever certas isenções tributárias. Há uma tributação muito pequena ao grande capital. Não é à toa que os bancos lucraram mais de R$ 70 bilhões em 2013. Então, são esses que eu quero atingir – os grandes bancos, as grandes empresas, os milionários que acumulam riqueza.”

O maior adversário do PSOL na eleição, segundo ela, são “os grandes meios de comunicação, que escondem a existência de uma proposta diferente.”

Ela defende a “democratização dos meios de comunicação, ou seja, uma democracia que não permita simplesmente aos donos dos meios de comunicação dizer e mostrar o que querem, mas sim espaços democráticos e igualitários para todos os segmentos políticos”.

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