“Quiet cracking”: o novo pesadelo que ameaça sua carreira em silêncio

O termo quiet cracking, traduzido literalmente como “quebrando em silêncio”, começa a ganhar espaço nas discussões sobre o ambiente de trabalho. A expressão descreve funcionários que permanecem em seus empregos, mas vivem um processo de desgaste psicológico, marcado por estresse, apatia e falta de motivação. Eles não pedem demissão devido à instabilidade econômica, mas também não conseguem prosperar profissionalmente.
Segundo Frank Giampietro, diretor de bem-estar da EY Americas, esse fenômeno sucede a chamada quiet quitting (demissão silenciosa). Em entrevista ao Business Insider, ele explicou que esses trabalhadores “aparecem, fazem seu trabalho, mas sofrem em silêncio enquanto o fazem”. A diferença é que, agora, em vez de abandonarem suas funções de forma velada, os profissionais permanecem nas empresas, ainda que desengajados e sem perspectivas de crescimento.
O cenário é influenciado diretamente pelo medo de perder estabilidade financeira em tempos de incerteza. Muitos preferem suportar um ambiente hostil ou desmotivador a correr o risco de ficar desempregados. Esse comportamento, porém, pode trazer sérias consequências para a saúde mental, aumentando os índices de ansiedade, depressão e até casos de burnout entre diferentes setores da economia.
Especialistas destacam que as empresas precisam reconhecer sinais do quiet cracking e repensar estratégias de gestão. Investir em equilíbrio entre vida pessoal e profissional, criar canais de escuta ativa e valorizar conquistas cotidianas são medidas apontadas como essenciais para evitar que o ambiente de trabalho se transforme em um espaço de sofrimento silencioso.
