Quilombolas são mais de 60% dos mortos por covid-19 em cinco estados brasileiros

Do A Crítica.
Com as atenções geralmente voltadas para as populações indígenas da Amazônia, pouco se fala da situação das populações mocambeiras e quilombolas da região diante da pandemia de Covid-19. Um estudo realizado pela Uiversidade Federal do Amazonas (Ufam), entretanto, revela que os Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia e Maranhão respondem hoje por 63% das mortes causadas pela Covid-19 entre populações mocambeiras e quilombolas de todo o Brasil.
Letalidade Os números mostram ainda que a letalidade do novo coronavírus nesses grupos estudados, residentes em cinco dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, passa a ser maior do que entre os indígenas amazônicos.
Dupla O levantamento foi realizado pelo coordenador do Subcomitê de Combate à Covid-19 da Faculdade de Informação e Comunicação da Ufam, professor Renan Albuquerque, em conjunto com seu aluno de doutorado, o historiador Ítalo Ferreira de Oliveira.
Taxas Os pesquisadores destacam que a taxa de mortalidade do novo coronavírus entre o povo quilombola do Norte do Brasil atingiu, com base nos dados do dia 12 de junho, a cifra de 11,5%. No Brasil, essa taxa gira em torno de 5,2%.
Treinamento Servidores da Imprensa Oficial do Estado Amazonas (IOA) participaram de um treinamento virtual remoto junto à Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, de 8 a 12 de junho, para a implantação do setor de Autoridade de Registro, que vai permitir à IOA emitir Certificados Digitais. O treinamento foi dirigido aos profissionais que atuarão como Agentes de Registro da IOA.
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