Recompensa milionária: execução de casal tem cena do crime alterada e provas escondidas

A investigação sobre a execução do casal de empresários José Eduardo Ometto Pavan e Rosana Ferrari, mortos em São Pedro (SP), trouxe novas revelações. Documentos foram encontrados em um contêiner alugado pelos advogados apontados como mandantes do crime, Hércules Barroso e Fernanda Teixeira, além da constatação de que a cena do crime foi alterada. Segundo a Polícia Civil, o casal teria sido assassinado para que os mandantes se apropriassem de seu patrimônio milionário, com promessa de recompensa aos executores.
Na decisão que manteve a prisão dos advogados, o desembargador Jayme Walmer de Freitas afirmou que os acusados representam risco à investigação, já que poderiam destruir provas ou combinar versões. Ele destacou que houve atos de embaraço, como a substituição de linhas telefônicas e mudanças no local do crime. Testemunhas também relataram a presença de investigados com as vítimas pouco antes das mortes, reforçando o vínculo entre eles.
As apurações indicam que as vítimas tiveram perdas patrimoniais que podem chegar a R$ 20 milhões, em um esquema que envolvia falsificação de documentos, cobrança de custas inexistentes e transferência de imóveis de alto valor. A Polícia Civil sustenta que, após assumir os bens das vítimas, os advogados mandaram eliminá-las para consolidar o plano. Os acusados respondem por homicídio qualificado, associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica, ocultação de cadáver e fraude processual.
