Reeleito presidente do PT, Rui Falcão diz que reforma tributária é uma das prioridades
O presidente nacional do PT, o deputado estadual de São Paulo Rui Falcão, foi reconduzido ao comando da legenda ontem, com a vitória mais expressiva desde que a sigla adotou, em 2001, o Processo de Eleições Diretas (PED).
Com 79% das urnas apuradas, Falcão alcançava 70,2% de um total de 337.604 votos válidos. Os melhores desempenhos registrados no primeiro turno dos quatro PEDs anteriores eram de José Eduardo Dutra, com 57,9%, em 2009, e de José Dirceu, com 55,6%, em 2001.
A principal tarefa de seu mandato de quatro anos, anunciou Falcão, será trabalhar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Diferentemente das últimas disputas presidenciais, no entanto, quando a estratégia foi a de criticar privatizações realizadas no governo Fernando Henrique Cardoso, o PT lançará mão de um novo discurso.
É o que indicou Rui Falcão, ao ser questionado sobre se um eventual segundo governo Dilma manterá a marca social das gestões petistas sob um orçamento mais apertado.
Falcão afirmou que há a necessidade de uma reforma tributária e de mais investimentos da iniciativa privada. “As concessões são uma política que está em andamento, há editais previstos ainda para serem lançados e é a sinalização do governo de que a iniciativa privada precisa ajudar a bancar os custos de logística. O país já passou 20 anos atravancado”, disse.
Falcão argumentou que, antes da chegada do PT ao poder em 2003, não se investia desde o governo Juscelino Kubitschek (1956-1960) em ferrovias, rodovias e metrô.
Ele afirmou também que o partido quer discutir uma reforma tributária – cujo desdobramento seria crescer a arrecadação. Uma das preocupações é ter recursos para atender as reivindicações dos protestos de ruas, iniciados em junho, e que exigiram maior qualidade dos serviços públicos.
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