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Reforma Trabalhista não gerou empregos como previsto, diz estudo da USP

Desemprego ainda atinge R$ 12 milhões de brasileiros
Foto: Jeso Carneiro/ Flickr

A Reforma Trabalhista iniciada em 2017, pelo então presidente Michel Temer, e que foi dada start após o golpe contra Dilma Rousseff (PT) em uma época em que o Brasil fechava o primeiro semestre daquele ano com mais de 13 milhões de desempregados segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi um discurso muito mais político do que técnico, diz Estudo da USP (Universidade de São Paulo).

Esse estudo, realizado por Gustavo Pereira Serra, Ana Bottega e Marina da Silva Sanches, pesquisadores da USP, informa que apesar de ser relativamente cedo (3 anos) para afirmar corretamente se a reforma foi um sucesso ou um fracasso, a reforma trabalhista não apresentou efeito estatisticamente significante sobre a taxa de desemprego.

“Grande parte da literatura empírica mais recente (inclusive, já disponível quando a reforma era elaborada), conforme apresentamos nesta nota, apontava para resultados nulos ou negativos de medidas similares às aprovadas no Brasil para a criação de empregos em outros países”, aponta a pesquisa.

Apesar do trecho da reforma trabalhista não trazer nenhuma promessa real em relação à criação de empregos, as expectativas que o governo Temer colocou foram altas, já que na época falavam-se de milhões de vagas:

“Setores produtivos estimam que a modernização na lei trabalhista criará, a curto prazo, mais de 2 milhões de empregos”, disse Michel Temer à Agência Brasil. “Sobretudo para os mais jovens.”

Apesar da realidade pandêmica, o Brasil apresenta 12 milhões de brasileiros na situação de desemprego. Em 2021, quando a proposta completou 4 anos, o país ultrapassou a marca de 14 milhões de brasileiros.

Confira o estudo realizado pelos estudantes da USP citado acima: A reforma trabalhista de 2017 teve efeito sobre a taxa de desemprego no Brasil? Uma análise dos primeiros anos de vigência da Lei 13.467/2017

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