Regra interna impede que Segovia assuma cargo de adido na Itália

Matéria: Transmissão do Cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal ao Delegado Fernando Queiroz Segóvia Oliveira.
Personagem: Fernando Segóvia, delegado da PF.
Foto: Cristiano Mariz
Data: 20/11/2017
Local: Palácio da Justiça – Brasília – DF
Do O Globo:
O presidente Michel Temer criou um problema para o novo diretor da Policia Federal, Rogério Galloro, ao anunciar na quarta-feira que o ex-diretor Fernando Segovia será adido policial do Brasil em Roma, na Itália. Instrução normativa da própria instituição impede que um policial ocupe dois cargos de adido num prazo inferior a três anos. Segovia foi adido na África do Sul no ano passado, alguns meses antes de ser alçado a direção-geral por Temer.
Quando confrontado com a informação, Galloro reconheceu a existência da instrução normativa e disse a seus auxiliares não saber ainda como a questão será resolvida. A norma, com limites para o preenchimento de cargos de adido, foi editada em 2012 pelo ex-diretor Leandro Daiello. Caberá a Galloro decidir se muda ou não a regra para atender à decisão anunciada por Temer.
Outros ex-diretores que deixaram os cargos com Segovia também foram contemplados com adidâncias. O ex-diretor de Combate ao Crime Organizado Eugênio Ricas será adido nos Estados Unidos. O ex-diretor-executivo Sandro Avelar ganhou o cargo de adido em Londres. Hoje, as adidâncias são os cargos mais cobiçados dentro da PF. Para os policiais, as funções representam salários mais altos e possibilidade de morar com a família no exterior. A demanda por trabalho também é menor que em outros cargos no Brasil.
