“A relação de Doria com o PSDB é puramente utilitária”, diz Goldman
Alberto Goldman comentou sobre a troca de tiros com Doria.
“Ele disse que eu agora ‘vivo de pijamas em casa’. Na verdade, quase não uso pijama e estou muito ativo. Fico muito pouco em casa”, disse à Folha o vice presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo.
“Os jornais mostram que a situação é calamitosa em todos os bairros de São Paulo. Enquanto isso, o prefeito é candidato a presidente, só viaja, recebendo homenagens de cidades com as quais não tem nenhuma relação, pelas quais nunca fez nada.”
Segundo pesquisa divulgada no domingo (8), o índice de ótimo/bom caiu de 41%, em junho, para 32%. Já a parcela que considera a administração Doria ruim/péssima passou de 22% para 26% no mesmo período. A avaliação regular saltou de 34% para 40%.
“É um espelho da realidade”, aponta Goldman. “Ele começou com um quadro muito favorável. Aproveitou que havia uma reação forte antipetista na sociedade e galopou o tempo inteiro nisso, ser o antiLula. Aos poucos, porém, a população começa a perceber que não há nada além disso.”
“O momento em que ele conseguiu enganar muita gente já passou. Se ele encontrar algum partido que lhe dê condições, irá com certeza. A relação dele com o PSDB é puramente utilitária. Quando não tiver mais utilidade, ele buscará outro. Doria não tem vínculo, não tem compromisso com o PSDB nem com as ideias do partido.”
