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Renda apertada leva trabalhadores concursados e CLT a vender conteúdo +18

Mulher tira foto com celular diante de espelho
Imagem ilustrativa

Trabalhadores com emprego formal têm recorrido à produção de conteúdo adulto em plataformas digitais para complementar a renda. Alguns mantêm a atividade como fonte temporária de dinheiro, com ganhos que ajudam a custear viagens e despesas, mas não superam o salário principal.

Um servidor federal de 21 anos, identificado como Snow, afirmou que recebe entre R$ 1.000 e R$ 3.000 nos meses em que atualiza e divulga mais o perfil. Já o publicitário Lucas, de 31 anos, disse que pode ganhar cerca de R$ 5.000 nos melhores meses, mas planeja deixar a atividade quando avançar na carreira corporativa.

O anonimato se tornou uma estratégia para evitar prejuízos no emprego e na vida pessoal. A cientista social Carolina Bonomi alerta que o estigma sobre o trabalho sexual pode levar à discriminação profissional, enquanto o risco de vazamento de imagens ou descoberta por conhecidos impede que esse anonimato seja totalmente garantido.