Apoie o DCM

O cemitério de presos indígenas que virou uma ilha paradisíaca na Austrália

Grupo de prisioneiros aborígenes na ilha de Rottnest por volta de 1920
Grupo de prisioneiros aborígenes na ilha de Rottnest por volta de 1920. Foto: Reprodução

A ilha de Rottnest, na Austrália Ocidental, recebe mais de 800 mil visitantes por ano por suas praias, recifes e quokkas. Conhecida pelo povo Noongar como Wadjemup, porém, a área abrigou uma prisão colonial para homens e meninos indígenas, onde quase 4 mil pessoas foram encarceradas e 373 morreram. Com informações de cnnbrasil.com.br.

A prisão começou a funcionar em 1838. Os detentos, muitos acusados de roubar gado ou rações de farinha, enfrentavam julgamentos em um idioma que não compreendiam e eram enviados para a ilha, inclusive de regiões a mais de 2 mil quilômetros de distância. Eles extraíam calcário e construíram o cais, casas, a cadeia e outras estruturas locais, enquanto a superlotação e as doenças marcaram as celas.

Após o fechamento da prisão em 1902, o antigo bloco de celas virou hospedagem turística em 1911. O cemitério com túmulos sem identificação dos presos se tornou o acampamento Tentland, onde visitantes dormiram por cerca de 90 anos próximo às sepulturas. O local fechou oficialmente em 2007, e a Autoridade da Ilha de Rottnest criou, em 2020, um projeto de reconhecimento e preservação da memória indígena.