O cemitério de presos indígenas que virou uma ilha paradisíaca na Austrália

A ilha de Rottnest, na Austrália Ocidental, recebe mais de 800 mil visitantes por ano por suas praias, recifes e quokkas. Conhecida pelo povo Noongar como Wadjemup, porém, a área abrigou uma prisão colonial para homens e meninos indígenas, onde quase 4 mil pessoas foram encarceradas e 373 morreram. Com informações de cnnbrasil.com.br.
A prisão começou a funcionar em 1838. Os detentos, muitos acusados de roubar gado ou rações de farinha, enfrentavam julgamentos em um idioma que não compreendiam e eram enviados para a ilha, inclusive de regiões a mais de 2 mil quilômetros de distância. Eles extraíam calcário e construíram o cais, casas, a cadeia e outras estruturas locais, enquanto a superlotação e as doenças marcaram as celas.
Após o fechamento da prisão em 1902, o antigo bloco de celas virou hospedagem turística em 1911. O cemitério com túmulos sem identificação dos presos se tornou o acampamento Tentland, onde visitantes dormiram por cerca de 90 anos próximo às sepulturas. O local fechou oficialmente em 2007, e a Autoridade da Ilha de Rottnest criou, em 2020, um projeto de reconhecimento e preservação da memória indígena.
