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“Reunião” de Doria com Macron não passou de saudação “em breve confraternização”, diz governo francês

 

Na Folha, Mathias de Alencastro contou que a alardeada “reunião” de Doria com o presidente francês Emmanuel Macron foi uma fraude.

“O encontro teve valor meramente simbólico. No Palácio do Eliseu, Doria era apenas mais um convidado de uma recepção. Conhecido por se afastar dos que tentam se beneficiar da sua aura, Macron evitou qualquer tentativa de instrumentalização durante a breve confraternização, que as redes sociais do prefeito qualificaram de “reunião”. O Palácio do Eliseu utilizou outros termos para descrever o acontecimento. ‘Ele foi saudado pelo presidente”, segundo Barbara Frugier, do serviço de comunicação do Eliseu’, escreve Alencastro.

Macron é também defensor de um programa diametralmente oposto ao de Doria.

“Entre as suas principais iniciativas, consta a estatização temporária de um estaleiro, um plano de investimento público de 50 bilhões de euros, além de uma lei que institui multas a empresas que não pratiquem a igualdade salarial entre os gêneros. Em termos de visão de Estado, Doria está para Macron como Margaret Thatcher estava para Tony Blair”, diz o articulista.

“A comunicação é outro elemento no qual Doria diverge de Macron. O presidente francês adotou uma atitude que ele próprio define como ‘Jupiteriana’: uma presença pública rara e ritualizada”.