Revenda ou golpes? Saiba o que acontece com celulares roubados em São Paulo

Celulares roubados em São Paulo abastecem quadrilhas de fraudes bancárias, redes de receptação e esquemas de revenda internacional, segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Diferentemente de outras capitais, onde os aparelhos costumam ser revendidos no mercado local ou desmontados para venda de peças, a capital paulista tem um ciclo mais complexo para esse tipo de crime.
Parte dos celulares roubados, principalmente em ações conhecidas como “quebra-vidros”, é destinada a grupos que aplicam golpes bancários e encomendam aparelhos já desbloqueados aos ladrões. Outra parte segue para países da África, da Ásia e do Caribe, onde o bloqueio do IMEI pelas operadoras brasileiras não impede o uso dos dispositivos.
Em fevereiro de 2020, agentes da Receita Federal encontraram 390 celulares roubados ou furtados em oito malas no Aeroporto de Guarulhos. Os aparelhos seriam enviados ao Senegal, e seis senegaleses foram presos na ocasião. Desde então, outros carregamentos foram interceptados com destino ao Senegal e a países como Catar e República Dominicana.
