Rim doado por mãe em 1969 completa 111 anos e segue funcionando

Um rim doado por Guiomar à filha, Maria Célia Lamounier, em 1969 continua funcionando após 57 anos de transplante. Como a doadora tinha 54 anos na cirurgia, o órgão alcançou 111 anos de idade biológica e se tornou o mais antigo transplantado em uma pessoa ainda viva.
Maria Célia enfrentava insuficiência renal quando recebeu o rim da mãe e havia feito três sessões de hemodiálise. À época, o Brasil realizava menos de 50 transplantes por ano, havia poucas opções de remédios contra rejeição e exames como ultrassom, tomografia e ressonância ainda não estavam disponíveis. “Nunca tive rejeição, nunca tive nenhuma intercorrência, nunca internei”, contou ela ao Fantástico.
O nefrologista José Medina Pestana classificou o caso como excepcional. Segundo ele, a maioria dos transplantes renais dura entre 20 e 30 anos, embora a compatibilidade entre mãe e filha possa elevar as chances de sucesso. O Brasil realizou o primeiro transplante de rim em 1964 e hoje faz cerca de 6 mil procedimentos renais por ano, custeados pelo SUS.
