Rio reúne 17 padres exorcistas e exige avaliação médica antes de rituais

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro tem 17 padres exorcistas distribuídos pelos 13 vicariatos episcopais da cidade. O cônego Luiz Carlos Pereira, de 60 anos, é um deles e atende entre 30 e 40 pessoas por mês em residências e igrejas. Ele leva uma maleta com sal grosso, terço, rosário, água benta, cordão de São Francisco e um exemplar do “Ritual de exorcismos e outras súplicas”.
Pereira afirma que a busca pelo rito frequentemente envolve luto, depressão, dependência e conflitos familiares. Antes de qualquer procedimento, os sacerdotes conversam com os fiéis, orientam orações e avaliam a origem do sofrimento. A Igreja Católica também recomenda avaliações clínicas, psicológicas e psiquiátricas antes de autorizar o chamado exorcismo maior, que exige autorização específica para um sacerdote.
O padre, que atua no Vicariato Episcopal de Campo Grande e é pároco da Igreja Nossa Senhora das Graças, diz que relatos de pessoas com mal-estar, mudanças na voz e comportamento agressivo exigem discernimento. “Mas levitar, subir pelas paredes, quebrar o próprio corpo são fantasias dos filmes de terror”, afirma. A Arquidiocese declarou que os sacerdotes exercem a função dentro das normas da Igreja e como parte do acompanhamento pastoral dos fiéis.
