De escola a abandono: o que restou do legado da Rio 2016 dez anos depois

Dez anos após a Olimpíada do Rio, o legado dos Jogos reúne situações opostas na cidade. O Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, está abandonado, com lixo, entulho, mato alto e presença de moradores de rua em seus 150 mil metros quadrados. O espaço particular, usado como área de lazer e circulação da Vila Olímpica, custou R$ 44 milhões e não tem utilização regular desde 2016. Com informações do GE.
A poucos quilômetros dali, a Arena Carioca 3 virou o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, escola pública de tempo integral inaugurada em fevereiro de 2024. A unidade atende 875 alunos do 1º ao 9º ano, que combinam as disciplinas tradicionais com oito modalidades olímpicas. As estruturas desmontadas da Arena do Futuro também deram origem a quatro Ginásios Educacionais Tecnológicos, que atendem cerca de 1,7 mil estudantes da rede municipal.
Outros equipamentos mantêm atividades esportivas, como o CT Time Brasil no Parque Aquático Maria Lenk e as pistas de canoagem slalom e BMX do Parque Radical de Deodoro. Mas a Arena da Juventude, o Centro Olímpico de Tiro, o Centro Olímpico de Hóquei e o Centro Nacional de Hipismo permanecem fechados para atletas civis desde março de 2025, em meio ao impasse entre o Exército e o Ministério do Esporte sobre os R$ 20,5 milhões anuais necessários para a manutenção das instalações.
