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Por que o risco de infarto aumenta nas segundas-feiras

Ilustração de infarto
Homem sofrendo infarto. Foto: Reprodução

Estudos observam há décadas um aumento nos atendimentos por infarto nas manhãs de segunda-feira. Grandes registros populacionais indicam que o risco pode ser cerca de 11% maior do que nos outros dias da semana, um padrão conhecido como variação circasseptana, relacionada ao ritmo semanal do organismo.

As mudanças bruscas do fim de semana para a rotina ajudam a explicar o fenômeno. Dormir e acordar mais tarde, consumir mais álcool e alimentos, interromper exercícios ou esquecer remédios podem desregular o relógio biológico. Na segunda, o despertar antecipado eleva naturalmente adrenalina e cortisol, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Em pessoas com placas de gordura nas artérias, essa sobrecarga pode favorecer a ruptura que desencadeia a maioria dos infartos. O estresse e a perda de sono também atuam como gatilhos, mas os principais fatores de risco continuam sendo hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar. Manter o sono regular, a atividade física e os medicamentos prescritos reduz os riscos durante toda a semana.