Roblox: operação no Rio também mira casos de prostituição em jogo infantil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã deste sábado (28), a Operação Fim de Jogo para desarticular um grupo suspeito de promover conteúdos criminosos dentro do Roblox, plataforma digital amplamente utilizada por crianças e adolescentes. Entre as práticas investigadas está a incitação à prostituição virtual por meio da oferta de “jobs” em salas temáticas conhecidas como “bailes”. A ação foi conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav).
Um homem foi preso em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, apontado como responsável por administrar uma das salas chamadas de “Baile da Rocinha”. Segundo a investigação, o ambiente virtual reproduzia cenários com exaltação a facções criminosas, simulação de uso de drogas e armas. O que mais chamou a atenção dos investigadores foi a oferta de “jobs”, termo utilizado para designar interações que remetiam à prostituição virtual.
A investigação teve início em janeiro, após denúncias de pais. Segundo a DCAV, as salas funcionavam como “bailes virtuais”, onde usuários criavam personagens armados e simulavam confrontos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra outro suspeito. Celulares e computadores foram recolhidos para perícia, visando identificar a extensão da rede e possíveis vítimas.
