Rodar com o carro em ponto morto ainda vale a pena? Veja o que dizem os mecânicos

Rodar com o carro em ponto morto ainda é uma prática comum entre motoristas que acreditam estar economizando combustível. No entanto, especialistas alertam que essa técnica, além de ultrapassada, pode representar riscos à segurança e até aumentar o consumo em modelos mais modernos. “Nos veículos com injeção eletrônica, o sistema corta automaticamente o combustível em descidas com marcha engatada”, explica o mecânico André Nascimento.
Além disso, trafegar em ponto morto compromete o controle do veículo em situações de emergência, especialmente em ladeiras. Sem a força do motor atuando, o carro depende exclusivamente dos freios, o que aumenta o risco de superaquecimento e falha. “Engrenado, o carro se mantém mais estável e responde melhor a comandos bruscos”, afirma o especialista.
A recomendação de profissionais da área é manter sempre uma marcha adequada à velocidade, mesmo em declives. A prática ajuda a preservar o sistema de freios, garante mais segurança e não interfere negativamente no consumo de combustível, ao contrário do que muitos ainda acreditam.
