Rodeio, shows e cultura: curiosidades sobre a Festa do Peão de Barretos 2025

A Festa do Peão de Barretos chega à 70ª edição em 2025 consolidada como o maior evento sertanejo do país. Criada em 1955 pelo grupo Os Independentes, a festa começou com provas de cavalos e apresentações folclóricas, mas incorporou as montarias em touros a partir de 1979, tornando-se referência no rodeio brasileiro.
Hoje, são nove modalidades em disputa, reunindo cerca de 3.500 competidores, entre provas de cutiano, sela americana, três tambores e o tradicional Barretos International Rodeo, que distribui R$ 2 milhões em prêmios neste ano, com R$ 382,5 mil apenas para o campeão das montarias em touros.
Além das arenas, a festa conta com mais de 130 shows em cinco palcos, com destaque para a música sertaneja, mas também abrindo espaço para apresentações de axé e religiosas, como a do frei Gilson. O Parque do Peão, projetado por Oscar Niemeyer, oferece camping para 20 mil pessoas, museu temático e ranchos que recebem visitantes de todo o Brasil. A expectativa é de quase 1 milhão de pessoas até o encerramento, no domingo (31), reforçando o título de Barretos como capital nacional do rodeio.
O evento também é cercado de curiosidades e polêmicas. Práticas antigas, como laçar mulheres nas ruas, foram abolidas há mais de 20 anos, e há debates sobre maus-tratos aos animais, contestados pelos organizadores. A política também marca presença: a associação afirma ser apartidária, mas já elogiou Jair Bolsonaro por medidas favoráveis ao setor. Entre homenagens, disputas acirradas e críticas, a Festa do Peão mantém-se como um dos maiores símbolos da cultura sertaneja brasileira.
