Roubo no Louvre: conheça a inacreditável senha do sistema de segurança do museu

O roubo de joias no museu do Louvre expôs falhas graves na segurança após auditoria interna apontar que a senha mestra do sistema de vigilância era simplesmente “louvre”. O relatório, revelado pelo jornal Libération no último sábado (1), descreve uma política de senhas ultrapassada e sem critérios mínimos de proteção. A brecha se tornou elemento central para entender como os criminosos conseguiram acessar áreas restritas.
Especialistas consultados pela imprensa francesa afirmam que utilizar o nome da própria instituição como código facilita invasões e indica falta de rigor tecnológico. A vulnerabilidade colocava em risco peças como a “Mona Lisa” e a “Vênus de Milo”, consideradas patrimônio histórico global. A investigação agora tenta determinar quem era responsável pela manutenção do sistema.
Relatórios adicionais apontam que os problemas de segurança se acumulam há pelo menos dez anos. Um documento do Ministério da Cultura cita softwares essenciais sem atualização e equipamentos em obsolescência. Outro arquivo revela que o Louvre usava um servidor com Windows Server 2003, descontinuado desde 2015, aumentando o risco de ataques digitais.
