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Pensando em comida o tempo todo? Saiba o que pode estar por trás desse impulso

Pessoa durante uma refeição
Imagem ilustrativa

Pensar em comida ocasionalmente é normal, mas a repetição desses pensamentos ao longo do dia pode dificultar a percepção da fome física. O fenômeno, conhecido como ruído alimentar, reúne desejos e preocupações persistentes com a alimentação e não se resume à falta de força de vontade.

Especialistas reunidos no Congresso Internacional sobre Obesidade de 2026 apontaram que o apetite envolve fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Alimentos ricos em açúcar, gordura e sal podem ativar de forma intensa o sistema de recompensa do cérebro, enquanto estresse, ansiedade, tédio e cansaço também podem incentivar a busca por conforto na comida. Dormir mal altera os mecanismos ligados à fome e à saciedade e pode tornar produtos de energia rápida mais atraentes.

Para reduzir esse impulso, a recomendação é evitar proibições rígidas e investir em uma alimentação equilibrada e sustentável. Comer devagar e sem celular, TV ou computador ajuda a identificar os sinais de plenitude; refeições com proteínas, fibras e gorduras saudáveis tendem a prolongar a saciedade. Reduzir ultraprocessados, cuidar do sono e buscar outras fontes de bem-estar, como caminhadas, exercícios, música e conversas, também podem contribuir para regular o apetite.