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A “ruína romana” que enganou turistas por anos e levou o criador à prisão

Falso sítio arqueológico feito de gesso e cimento na Itália. Reprodução

Franco Malosso, de 69 anos, entrou na prisão na Itália após a Justiça negar uma medida alternativa à pena por criar um falso sítio arqueológico em Arcugnano, na província de Vicenza. Ele apresentava o local, também chamado de Anfiteatro de Beric, como uma construção ligada a civilizações antigas e cobrava até 40 euros por visitas e eventos.

O complexo ocupava um terreno de cerca de 5 mil metros quadrados e misturava referências neolíticas, gregas e romanas, com associações a figuras como Júlio César, Cleópatra e Julieta Capuleto. A inspeção das autoridades, iniciada em 2016, não encontrou vestígios arqueológicos sob as construções e apontou que a obra atingiu uma área de proteção paisagística.

As investigações identificaram degraus de pedra moderna envelhecida artificialmente, colunas de cimento, esculturas de gesso, um lago escavado e poliestireno em parte da estrutura de contenção. Malosso recebeu em maio de 2019 uma pena de dois anos e quatro meses por construção ilegal, falsificação de obras de arte e execução sem autorização; a Corte de Cassação confirmou a condenação em 2021 e também ordenou a restauração do terreno.