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Rumor sobre sequestro de mulheres amplia medo entre alauítas na Síria

Pessoas protestam em praça de Damasco, na Síria
Pessoas participam de protesto na Praça Marjeh, em Damasco – Foto: Divulgação

Rumores sobre uma suposta “casa das irmãs”, onde mulheres de minorias religiosas seriam levadas para conversões forçadas ao islamismo, aumentaram o medo entre integrantes da comunidade alauíta na Síria. A alegação ganhou força após o desaparecimento de Batoul Alloush, estudante alauíta de 21 anos que reapareceu usando trajes religiosos e disse ter deixado a família para se converter.

A família da jovem afirma que ela sofreu coação ou foi drogada. Há também relatos de outros desaparecimentos de mulheres alauítas. A psicóloga Reham Suleiman, que trabalha com a comunidade e para as Nações Unidas, disse conhecer casos de sequestro ligados a pedidos de resgate, vingança ou casamentos forçados. Parte dos episódios, porém, terminou com mulheres afirmando que visitavam amigos, fugiam de familiares ou tinham saído com parceiros.

As autoridades sírias afirmaram não ter licenciado nenhuma instituição com o nome “casa das irmãs”, enquanto verificadores identificaram imagens geradas por inteligência artificial usadas para divulgar o suposto local. Anistia Internacional e a Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria apontam que dezenas de desaparecimentos ainda não tiveram investigação completa. Para pesquisadores, a desinformação explora tensões reais e busca isolar a comunidade alauíta em meio à reorganização do país após a queda do regime de Bashar al-Assad.