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Vai faltar? Cantareira em alerta leva SP a captar água de reservatório que abastece o RJ

Sistema Cantareira
Sistema Cantareira com reservatório em nível abaixo da média histórica. Foto:  Foto: Pablo Jacob/GESP

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e órgãos de gestão hídrica de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro autorizaram a Sabesp a aumentar a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul para reforçar o Sistema Cantareira, principal manancial da Grande São Paulo. A decisão, aprovada na segunda-feira (22), tem caráter temporário e excepcional.

O Cantareira atende cerca de 10 milhões de pessoas e opera na “faixa de atenção”, com 39,9% da capacidade, abaixo da média histórica. O Sistema Integrado Metropolitano, que reúne sete represas, está em 52,5%. A medida tenta ampliar a segurança hídrica diante da persistência da estiagem.

Com a autorização, o volume máximo anual transferido do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, no Sistema Paraíba do Sul, para o reservatório Atibainha, no Cantareira, poderá subir de 162 hectômetros cúbicos para até 268,28 hectômetros cúbicos em 2026. Cada hectômetro cúbico equivale a 1 bilhão de litros. A autorização vale até 31 de dezembro de 2026.

Segundo os órgãos gestores, a decisão atende a um pedido da Sabesp e teve apoio dos comitês das bacias do Paraíba do Sul, Piracicaba, Capivari e Jundiaí e Alto Tietê. A transferência poderá parar automaticamente se o Cantareira voltar a operar acima de 60% do volume útil ou se a companhia passar a usar a vazão média mensal de retirada sem restrições. A Sabesp afirmou que pretende investir R$ 7,8 bilhões até 2030 em ações para ampliar a resiliência dos sistemas de abastecimento.