“São Paulo não é uma cidade conservadora. Ela quer aflorar, mas não deixam”, diz Haddad
Fernando Haddad deu uma entrevista ao El País na sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. De acordo com o jornal, “o semblante de esgotamento e o par de tênis nos pés permitiriam confundi-lo, facilmente, com um maratonista da São Silvestre”.
Com popularidade em baixa, (o número de pessoas que consideram seu governo bom ou ótimo caiu de 34%, no início de junho, para 18%, em novembro, segundo o Datafolha), Haddad falou das manifestações, da máfia dos fiscais e do veto ao aumento do IPTU.
P: Há uma forma de estimular as pessoas a deixarem o carro?
R: É a perseverança. O trânsito em São Paulo piorou menos em 2013 do que em 2012, quando não se investiu um centavo em transporte público. O trânsito aumentou 11% de 2011 para 2012, sem uma faixa, sem um corredor. E de 2012 para 2013, 7%. Óbvio que é uma mudança de cultura, talvez geracional. No meu tempo, o presente de quem entrava na faculdade era um carro. Outro dia, meu filho me disse que pensava em se desfazer do carro, em função dos custos associados. Paga-se muito mais de seguro de carro em São Paulo do que de IPTU.
P: Esse é um valor percebido por um grupo mais crítico. A população, em geral, ainda não vê assim.
R: Mas os 70% que usam transporte público entendem.
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